sexta-feira, dezembro 28, 2007

E depois do adeus...

É para nós o momento de dizer obrigada.

Foi bastante enriquecedor encontrar verdadeiros mediadores da leitura entre os docentes responsáveis pelos primeiros ciclos de ensino, faixas etárias fulcrais na formação de leitores.
Igualmente gratificante foi trabalhar com um grupo que primou pela partilha e espírito de entreajuda.
A generosidade conta-se entre a maior das graças! E vocês deram-nos…

O entusiasmo da Edite que não tem estigmatite…
O interesse da Andreia Duarte que foi um baluarte…
A perfeição da Andreia Pires que não quis ir a Tires…
A alegria da Ana que apareceu de pijama…
O optimismo da Rosália que nos ofereceu uma dália…
O humor do Jorge que saiu do alforge...
A curiosidade da Susana que partiu a cana…
A reflexão do José que não cheira rapé…
A imaginação da Telma que deu beijinhos à Selma…
A sensatez da Luz e… catrapuz!

Estas palavras não encerram uma história, mas abrem, com certeza, um novo capítulo…

“Cada um que lê reúne-se a uma imensidade pensante, em repouso, quem lê está em estado de levitação, pertence a uma imagem pairante”, Maria Filomena Molder.

Até sempre,
Cristina e Jacqueline

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Novo Ano, livros novos!

Pois é, espero que tenham passado um óptimo Natal, cheio de coisas boas (e também algumas prendinhas no sapatinho). Desejo a todos um 2008 em cheio e como de costuma dizer: Ano Novo...livros novos!

Balanço final

Tal como referi na última sessão, para mim esta Acção de Formação foi muito importante, pois deu-me pistas e orientações para trabalhar com as crianças na sala de aula; a troca de experiências (partilha) com as formadoras e os outro formandos foi deveras importante nesse sentido. Apenas lamento que o horário tenha sido tão compacto, o que não me permitiu "saborear" a Acção de um modo mais eficaz. Contudo, os conteúdos transmitidos foram assimilados. O meu "obrigado" à Cristina e à Jacqueline.

domingo, dezembro 16, 2007

Balanço Final



De um modo global, a apreciação que faço da Oficina de Formação A Biblioteca escolar e as Literacias do século XXI : A Biblioteca Escolar, Leitura e Literacia no 1º Ciclo do Ensino Básico e no Pré-Escolar é extremamente gratificante e positiva, superando as minhas expectativas iniciais pela diversidade de conteúdos apresentados e pela forma bastante apelativa como foram explorados os conceitos, integrando uma vertente teórica e prática. Esta Oficina de Formação deu-me uma nova visão de como utilizar tanto o livro como os meios informáticos na sala de aula e na Biblioteca, onde de uma forma divertida e atractiva para as crianças se podem abordar diversos temas de estudo. Além disso, com esta Oficina pude alargar os meus conhecimentos sobre a Biblioteca Escolar e as Literacias do século XXI, contribuindo para a minha formação profissional e pessoal. Enfim, adorei esta Acção de Formação e só espero que surjam mais formações nesta área que tão importante é para nós profissionais do ensino.

sábado, dezembro 15, 2007

Sugestão de leitura

A minha sugestão de leitura é "Formar Leitores" das Teorias às Práticas. Trata-se de uma obra da autoria de uma equipa de profissionais ligados à educação, desde professores, educadores, bibliotecários e investigadores, coordenados pelo Professor Fernando Azevedo. Foi publicado pela Lidel - edições técnicas, Lda, em Abril do corrente ano.
Considero que é uma obra de grande interesse pedagógico, pois baseia-se em investigação recente, ajuda-nos a reflectir sobre as nossas práticas e dá sugestões de boas práticas. Há pouco quando estava a lê-lo, reparei que no fim tem a publicitação de outras obras que também devem ter muito interesse para nós professores do Ensino Básico. Bom fim de semana e boas festas.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Conclusão de Acção de Formação

A acção de formação “A Biblioteca Escolar e as literacias do século XXI” chegou ao fim.Chegou,não terminou...O material trabalhado,começando pelo blog,a mensagem e o conhecimento transmitido,a atitude de cooperação e convivência entre todos permitem pensar em se prosseguir numa caminhada comum.
As actividades delineadas pelas formadoras e executadas pelos formandos foram úteis, adequadas à realidade em que se insere o professor e valorizam a reflexão, recuperam bases académicas e promoveram a cooperação em equipa.
A acção de formação, em si, teve uma carga horária adequada, tal como o ritmo de actividades. Todos os objectivos propostos foram plenamente conseguidos e com resultados, talvez, acima do esperado.
As formadoras souberam ser cativantes, mostraram empenho no decorrer das sessões e proporcionaram um ambiente de trabalho e reflexão que deveria ser ardentemente imitado noutros locais por onde passamos.
A jovialidade e o excelente poder de comunicação da formanda Jacqueline e o modo enérgico, mas muito afectuoso, da formanda Cristina, e sempre as duas com um “obrigado” nos lábios, contribuíram para que a acção decorresse com ânimo e superiormente orientada a nível intelectual.
Em relação ao blog sarabandoxxi.blogspot.com deve continuar com a sua missão:espaço de cultura,intercomunicação dos saberes e ponto de encontro de todos nós.
Sejam felizes,com livros de preferência...
Dr.Jivago

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Aqui fica a minha sugetão de leitura na área da pedagogia. Não é um livro recente, mas um livro actual. Bom fim de semana e boas leituras!

Gramática da Fantasia”
“Introdução à arte de Inventar histórias”
De Gianni Rodari
Editorial Caminho
1993
Gianni Rodari é um conhecido escritor Italiano de literatura Infanto-juvenil do século XX e um pedagogo inovador. Publicou a sua primeira obra em 1950 e desde então todos os seus livros para crianças e jovens (publicou vários, nem todos traduzidos para Português) propõem uma viragem pedagógica renovadora. Em 1970 recebeu o Prémio Hans Christian Andersen (o “Nobel” da literatura Infanto-juvenil).
A Gramática da Fantasia será talvez o livro onde melhor transmite as suas ideias inovadoras à época, no campo da pedagogia (e ainda hoje na minha opinião muito actuais) tornou-se por isso uma referência obrigatória para quem trabalha nesta área.

É um livro que, como ele próprio nos diz, nos apresenta alguns modos de inventar histórias para crianças e de ajudar as crianças a inventarem histórias, de as ajudar a desenvolver a imaginação e a criatividade. Apresenta várias propostas de brincar com as palavras, com os heróis das histórias tradicionais, com os enredos ou a trama, mas o que o caracteriza muito pela positiva e na minha opinião o faz manter-se muito actual é a forma como nos envolve nos modos de despertar a criatividade e a espontaneidade das crianças.

segunda-feira, novembro 26, 2007

Sugestão de leitura

"Quero ser escritor", de Margarida Fonseca Santos e Elsa Serra.
Esta é a minha sugestão de leitura para todos aqueles que gostam de escrever e incentivar os outros nesta prática. Este livro é muito recente, pois a 1ª edição data de Outubro deste ano, portanto está mesmo fresquinho... É um manual de escrita criativa para todas as idades e, considero-o muito prático, cheio de exemplos muito criativos, alguns carregados de humor... Apetece mesmo levá-lo para a escola e praticar os exercícios com os meus alunos. Experimentem, pois não se irão arrepender!
"Os Cavaleiros do Conjuntivo", de Erik Orsenna
Sabem o que é o amor?! Pois, é difícil de descrever, não é?
Jeanne, a protagonista desta história quer descobrir o que é o amor, o sonho... Algo difícil, principalmente para quem vive na Iha do Indicativo, no arquipélago da Conjugação, governada por um ditador inflexível, que não se dá a tais sentimentos. Com a ajuda do cartógafo do arquipélago, Jeanne sobrevoa algumas das ilhas e acaba na Iha do Conjuntivo, onde os seus habitantes vivem um modo de vida revolucionário: o modo da dúvida, da espera, do desejo, da esperança, do mistério, do amor...
A não perder, lê-se num ápice!

sexta-feira, novembro 23, 2007

Leitura em outros suportes...


A propósito da leitura em outros suportes que não o livro, aqui está mais uma tentativa de "livro digital". O Kindlle.
Será que é desta que o formato irá vingar? Pessoalmente estou curioso em o conhecer melhor.
Pelo que pude apurar foi lançado a 19 de Novembro pela Amazon.
Para saberem mais cliquem aqui.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Receita de Leitura


As pessoas crescidas dizem que Portugal é um país de poetas... Quem não ouviu falar de grandes poetas? De Camões? De Fernando Pessoa? Como a poesia ocupa um lugar tão bonito na nossa vida, vamos lá navegar por entre...

Dose de amostra

Como és tu?

- És pequeno como um gato,
uma andorinha ou um rato?
- Não sou tão pequeno, não!

- És grande como o elefante, a girafa, o canguru?
- Não sou assim tão gigante.

- Mas, então,
que tamanho tens tu?

- Ocupo o mais belo espaço
que o mundo tem:
tenho o tamanho do regaço
da minha mãe.

Poema retirado de “Versos de Palmo e Meio”, António Manuel Couto Viana. Edições Asa.

Composição (sou feito de ...)
Sou feito de versos que às vezes rimam e outras vezes não. Mas as minhas palavras galopam em melodias e em canções que trauteiam poemas de cavalos com cores O meu cavalo das sete cores, uma galinha, um caracol, um lobo e um cão A galinha espertinha e A passo, a trote, a galope, meninos sabidos Guloseimas partilhadas, História triste do Tomás, Doentes, para a cama!, e outros poemas com que te vais maravilhar.
Indicações (sirvo para...)
Sirvo para todos os tamanhos porque consigo que encontrem sempre beleza em mim, qualquer que seja a idade. Desperto emoções e surpreendo os sentidos: os cheiros, as melodias, os sabores... Sirvo para aprender de cor, trautear, cantar e até dançar... sozinho ou com os amigos.
Precauções (tenho de ter cuidado com...)
Não tem qualquer perigo em repetir a leitura baixinho ou em voz alta. Espero que não deixes de ler os meus poemas em voz alta. Também podes decorar um ou outro poema. Há uma poetisa, chamada Sophia de Mello Breyner que diz que “é importante aprender o poema de cor, pois o poema decorado fica connosco e vai-nos revelando melhor”.
Posologia (devo ser tomado...)
Não tem problema se me leres muitas vezes, pois não há preocupações de sobredosagem. Pode ler-se num cantinho, no quarto ou outros espaços, a qualquer hora e em qualquer posição.
Outras apresentações (recomendo...)
Todos os meninos que leiam este livro, e se deixaram seduzir, também se aconselham estes:
- As Cançõezinhas da Tila, Matilde Rosa Araújo. Civilização.
- Lenga Lengas e Destrava Línguas, Luísa Ducla Soares. Livros Horizonte.
- Primeiro Livro de Poesia, selecção de Sophia de Mello Breyner Andresen. Caminho
- Em Branco, Teresa Guedes. Caminho

quarta-feira, novembro 07, 2007

Corre, Corre Cabacinha

Dose de amostra

“Baptizado foi o neto, e a tarde se passou em danças e folias, com muito pão-de-ló, arroz-doce, coscorões e papas de farinha com mel.
E, de vez em quando, a velha murmurava:

Compadre, dizei:
Em chegando a hora
como escaparei?

Mas o velho bailava, bailava e só respondia:

Comei e bebei
bebei e comei,
que em chegando a hora
eu vos salvarei.

Quando o sol desapareceu nas montanhas, o velho foi então buscar uma das suas cabaças, a maior de todas, a mais redondinha e amarela, e disse à velha que se metesse lá dentro e fosse a rolar pelo caminho fora até casa, sem nunca parar.
E assim a velha foi rolando, rolando, rolando, por caminhos e ladeiras, atalhos e clareiras, quando de repente o lobo lhe saltou ao caminho, perguntando:

Ó cabaça, cabacinha
amarela, redondinha
não viste no teu caminho
uma velha mirradinha?

Tremendo, tremendo, tremendo de medo, a velha respondeu:

Não vi velha nem velhinha
não vi velha nem velhão
corre, corre, cabacinha
corre, corre, cabação.”

Excerto de “Corre, corre Cabacinha”, de Alice Vieira



Receitas de Leitura

Corre, corre Cabacinha





Composição (Sou feito de…)

Corre, corre Cabacinha é uma história tradicional portuguesa, escrita por Alice Vieira. Como tal contém umas quadras que são boas para activar a memória e a função articulatória do aparelho fonador. Recomendado para todas as idades.

Indicações (Sirvo para…)

Corre, corre Cabacinha está indicado para problemas de memória, articulação, nervos, enjoos e falta de apetite.

Precauções (Tenho de ter cuidado com…)

Esta história não deve ser unicamente lida em silêncio e a sós. Deve ser feita pelo menos uma leitura em voz alta. Esta leitura deve ser partilhada, para que a pessoa que tem os sintomas, consiga perceber se continua com os mesmos.

Posologia (Devo ser tomado…)

Deve-se tomar no mínimo duas vezes, sendo a primeira em leitura silenciosa e depois, leitura em voz alta. Recomenda-se a sua toma depois de comer refeição em família. De seguida pode ser lida para os filhos, sobrinhos, netos (crianças), quando vão para a cama. Ou então, ser partilhada no serão dos adultos, em sítio agradavelmente caloroso!
Pode ser tomado por empréstimo da Biblioteca ou de um amigo, ou através da aquisição por oferta ou compra numa livraria.

Outras apresentações (Recomendo…)

Quem lê este livro certamente poderá ler os outros da mesma colecção, todos da mesma autora, compostos de um registo fidedigno da tradição oral Portuguesa.

Receita de Leitura - mais uma...

"A Glória precisava de ouvir histórias enquanto dormia. Por isso, na aldeia, todos ajudavam no sono da menina.
Mas como perder tantas horas de sono não deixa ninguém bem-disposto, era necessário encontrar uma solução para o problema da Glória." (excerto de A Menina que Sorria a Dormir, de Isabel Zambujal)

Sou feito de...
personagens engraçadas e diferentes umas das outras que contam histórias variadas. A Menina que sorria a dormir é um livro de Isabel Zambujal, que nos fala de uma menina que não conseguia dormir sem alguém ao seu lado a contar-lhe uma história. Tu também não? Não, tu não estás a perceber... Às tantas, tu precisas que alguém te conte uma história para adormecer, mas a nossa Glória precisava de alguém o tempo todo do seu lado, enquanto ela dormia e sonhava com o que lhe diziam. No fundo, esta é "uma história sobre histórias, cheia de encano e humor."

Sirvo para...
...meninos que gostam de histórias que estimulam a imaginação e para todos os que queiram um momento bem passado.

Tenho de ter cuidado com...
...a vontade súbita de ler sem parar para descobrir como se soluciona a questão da Glória. O melhor será consultar a secção seguinte.

Devo ser tomado...
... pelo menos uma vez por dia, podendo a dose ser aumentada em caso de curiosidade aguçada. Pode ler-se sempre que apeteça e repetir-se a sua leitura quando necessário (leia-se quando der vontade e ao longo de toda a vida).

Outras apresentações...
... sobre estas temáticas do sono e do sonho são por exemplo o livro O Sonho de Mariana, de António Mota, ou Histórias para Adormecer, Mario Sala Gallini. Esta autora escreveu também, com a sua colega Helena Nogueira, uma colecção que já deves conhecer: Panda. Tudo boas razões para começar a ler, não é?

Receita de Leitura

Amostra:
Osvaldo era o melhor agricultor da região. As ovelhas que pastavam na sua quinta eram as mais gordas e as couves que aí cresciam eram as mais repolhudas.
Ao invés, o lobo que rondava a quinta era muito magrinho. É que Osvaldo trazia-o sempre debaixo de olho e não o deixava sequer aproximar.
Ce
rto dia, porém, disse ao lobo:
- Como tenho de ir vender a minha maior couve e a melhor ovelha do meu rebanho à feira, levo-te comigo. Assim não vais poder atacar as outras ovelhas na minha ausência. – Dito isto, pôs-lhe uma trela à volta do pescoço peludo e puseram-se a caminho.
Para chegar até à feira, Osvaldo precisava de atravessar um rio. Ora, para se atravessar um rio com uma couve pesada, uma ovelha gorda e um lobo magrinho, mas esfaimado, era preciso um barco grande. Só que a barca do Osvaldo era pequena e estreita.
- Como é que ele se vai arranjar? – perguntaram-se dois curiosos na outra margem.


Excerto de Um Lobo pela Trela de Guido Visconti, ilustrações de Daniella Vignoli, Livros Horizonte

Composição:
Sou feito de pedacinhos de uma história muito antiga que recebeu uma roupagem mais vistosa. Apresento cores vivas e texto fácil de ler, suavemente misturados com um ligeiro cheiro a pão-de-ló e arroz doce a cozinhar enquanto a avó nos conta a história.

Sirvo para:
Afastar preocupações e o cansaço do dia a dia. Gozar um bom momento com quem se quiser.

Precauções:
Nunca ler o livro carrancudo (a não ser que se identifique com o Lobo), mal disposto (a não ser que sofra de enjoo de movimento) ou rezingão (correrá o risco de a sua cara sofrer uma transformação, dando lugar a um sorriso).
Alertamos também para o facto de as últimas duas páginas poderem provocar alguns efeitos secundários, nomeadamente dor de cabeça de tanto pensar, sorriso espontâneos sem razão aparente, desejo repentino de descolar a última página para ver se existem soluções escondidas no verso.

Devo ser tomado:
Em doses diárias, até 3 vezes por dia, antes e depois das refeições.
Em caso de omissão da administração de uma ou mais doses, recomeçar o tratamento de acordo com a posologia aqui indicada.

Recomendamos:
Do mesmo laboratório farmacêutico, leia-se autor, recomendamos O Espantalho Enamorado, uma história de amor fenomenal entre Gustavo e Amélia, dois espantalhos muito, mas muito especiais.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Receita de Leitura

Dose de amostra:

" O Pisca-pisca põe-se a cavar e avança com cuidado, seguido pelos amigos. Depressa chegam a uma grande sala onde encontram o Florão. Maravilhado, o coelhinho azul contempla a imensidão de pedras amarelas que brilham à sua volta.

- Está tudo bem, Florão? Não te magoaste? - pergunta o Pisca-pisca, admirado com o ar distraído do seu amigo. Mas o coelhinho azul apenas lhe mostra as pedras, sem pronunciar uma só palavra. (...)

Muito contentes por terem vivido uma tão grande aventura, o coelhinho azul e os seus amigos regressam a casa. Já esquecido o susto, passam o resto da tarde juntos a brincar e a saltar ao eixo. (...)

Logo ali, o Florão e os seus amigos unem as mãos direitas e juram cumprir a promessa de nunca falar daquela mina a ninguém, pois, no fundo, eles possuem já o mais precioso de todos os tesouros: a amizade! "


Livro: O Coelhinho Azul e a mina de ouro.

Autor: Danièle Ball-Simon

Tradução e adaptação: Joana Caspurro


Sou feito de...

muita alegria, muita cor e muita imaginação! Quero mostrar a todas as crianças que a vida é mais valiosa quando temos amigos verdadeiros, que gostam de nós e se preocupam connosco.


Sirvo para...

crianças que estão a dar os "primeiros passos" na leitura e na escrita (pois possuo letra manuscrita), que se sentem sós e querem conhecer novos amigos, partilhando com eles muitas aventuras.


Tenho de ter cuidado com...

o facto de ficar muito tempo sem uso, é muito prejudicial.


Devo ser tomado...

sempre que quiseres treinar a leitura; devo ser lido em voz alta e, de preferência à noite, antes de todos adormecerem. Acredita que sou um óptimo companheiro!


Recomendo...

outros títulos com outras aventuras vividas pelo grupo de amigos do Coelhinho Azul. Podes escolher estes:

. O Coelhinho Azul salva os peixes do rio.

. O Coelhinho Azul e o monstro de fogo.

. O Coelhinho Azul no Bosque da Fantasia.

entre muitos outros...





Receita de Leitura


" Quando for grande, não quero ser médico, engenheiro ou professor. Não quero trabalhar de manhã à noite seja no que for. Quero brincar de manhã à noite, seja com quem for. Quando for grande, quero ser um brincador.»
Excerto de O brincador, de Álvaro Magalhães



Sou feito de…
brincadeiras fantásticas, composto de poemas divertidos em que, por exemplo, o autor brinca com as palavras (poema “Aniversários”) e chega mesmo a limpá-las (“O Limpa-Palavras”). Assim, estou cheio de sentimentos como a alegria, o amor, algumas dúvidas e a música melodiosa característica da poesia. Ah! E tenho ilustrações muito coloridas feitas por um artista português chamado José Guimarães.

Sirvo para…
meninos que gostam de desafios, pois vão ter de aceitar jogar com as palavras e perceber que, tal como as camisolas, elas têm avesso, que é como quem diz, significados muito inesperados. Também sirvo para aqueles meninos que gostam de magia, pois os poemas têm o poder de nos fazerem imaginar e sentir coisas com que não contávamos.

Tenho de ter cuidado com…
estes poemas, pois de certeza que me vão proporcionar muitas emoções boas e posso sofrer um ADE (uma doença descoberta há pouco tempo e que quer dizer “ataque de emoção”). O melhor será partilhá-los (os poemas e as coisas boas que vou sentir) com aqueles que me estão mais próximos (amigos, colegas, família, professores,...), caso contrário posso ser acusado de egoísmo.

Devo ser tomado…
diariamente, para poder saborear até ao fim cada uma destas brincadeiras. Se ficar com demasiada vontade de “brincar mais”, posso avançar para o poema seguinte e, se acabarem todos, posso relê-los ou tentar decorar (que quer dizer saber do coração) os versos de que mais gostei e fazer uma surpresa a alguém especial.

Recomendo…
a quem gostou de ler este livro do Álvaro Magalhães, que continue a tê-lo como companheiro de brincadeiras e leia outras obras suas como Os Três Presentes (muito adequado à época natalícia) ou, se são aventureiros, a Colecção Triângulo Jota.

Receita de Leitura

Dose de amostra

"O rio ia dar a uma grande poça de água onde o rapazinho tomou banho e nadou muito tempo. Depois do banho continuou o seu caminho através das rochas. Ia andando para o sul da praia que era um deserto para onde nunca ninguém ia. A maré estava muito baixa e a manhã estava linda. As algas pareciam mais verdes de que nunca e o mar tinha reflexos lilases. O rapazinho sentia-se tão feliz que às vezes punha-se a dançar em cima dos rochedos. De vez em quando encontrava uma poça boa e tomava outro banho. Quando já ia no décimo banho, lembrou-se que deviam ser horas de voltar para casa. Saiu da água e deitou-se numa rocha a apanhar sol. «Tenho de ir para casa», pensava ele, mas não lhe apetecia nada ir-se embora. E, enquanto assim estava deitado, com a cara encostada às algas, aconteceu de repente uma coisa extraordinária..."
Excerto de A menina do mar, de Sophia de Mello Breyner Andresen

Composição (sou feito de....)
A menina do mar é um dos livros para crianças mais conhecidos de Sophia de Mello Breyner Andresen. Conta a vida de uma menina, muito pequenina que, um dia encontra um novo amigo...mas este é um amigo diferente.

Indicações (sirvo para...)
A menina do mar é indicada para todos os que acreditam na verdadeira amizade e gostam de descobertas.

Precauções (tenho de ter cuidado com ...)
Não deve ser lido "de cabeça no ar" pois correrá o risco de não fazer grandes descobertas.

Posologia (devo ser tomado...)
Todos os dias deverá sentar-se para ler calmamente durante 15 a 30 minutos. Em caso de SOS, a dose poderá ser alargada até concluir a leitura completa da obra.
Não foram detectadas contra-indicações podendo assim voltar a tomar novas doses quando sentir necessidade.

Outras apresentações (recomendo...)
Recomenda-se também da mesma autora:
A fada Oriana , O cavaleiro da Dinamarca
Pode também consultar em :
http://www.prof2000.pt/ um exercício de preenchimento de espaços(Hotpotatos)

domingo, novembro 04, 2007

Receita de leitura

Receita de leitura

Dose da amostra
“Um dia, o Menino quis pintar um submarino no fundo do mar. À volta do submarino havia algas azuis, verdes, roxas e vermelhas. Mas o Menino queria que houvesse também algas alaranjadas. Ficariam bem a ondular, ao lado das algas azuis e verdes. Que pena a caixa de aguarelas não ter cor-de-laranja! Como se faria? Que outras cores se devia misturar para conseguir cor-de-laranja? O Menino não sabia…”
Excerto de Como se faz cor de laranja, de António Torrado

Composição (Sou feito de…)
Sou feito de muita cor e vou contar a história de um menino que busca incessantemente por saber como se faz a cor de laranja. Assim, surgiu a história Como se faz cor de laranja que foi elaborada pelo autor português António Torrado, com a qual recebeu o Prémio Calouste Gulbenkian de literatura para crianças, considerada em 1978-1979 de o melhor texto. Trata-se de uma pequena história adequada a um público muito jovem, com um discurso simples e um vocabulário adequado a essa faixa etária.
Indicações (Sirvo para…)
Sirvo para explicar ao leitor, de uma forma mágica e encantadora, como se faz a cor laranja. O enredo desta história acaba por girar à volta de um menino que vive uma pequena odisseia na procura de alguém que o ensine a obter essa cor.
Precauções (Tenho de ter cuidado com…)
Tenho de ter cuidado com a entoação e o ritmo de leitura da história. A leitura deve ser feita num espaço calmo, sem ruído, num ambiente agradável, como a Biblioteca, para poder usufruir do verdadeiro prazer em ler este texto, que nos faz recuar à nossa infância, em que questionávamos o porquê das coisas, como a origem de determinada cor. Assim, deve ser lida de modo pausado e não demasiado depressa, pois dada a sua pequena dimensão facilmente se a devora e corre-se o risco de ficar “viciado” na sua leitura repetitiva.
Posologia (Devo ser tomado…)
Devo ser tomado sempre que se explorar o tema das cores. A história poderá ser lida em apenas quinze minutos, o que torna fácil, rápida e versátil a sua administração. Da autoria de António Torrado, poeta, dramaturgo e ficcionista é reconhecido como escritor de livros para crianças. De um modo geral, podemos encontrar esta história nas nossas bibliotecas escolares e municipais, sendo o seu autor já bem conhecido pelo público infantil, nomeadamente pela diversidade de obras criadas ao longo de vários anos, dirigindo-se aos leitores infanto-juvenis.
Outras apresentações (Recomendo…)
Recomendo que se leia as seguintes obras do autor desta história: Da escola sem sentido à escola dos sentidos; Toca e foge ou a flauta sem mágica; Doze de Inglaterra seguido de o Guarda-Vento; O adorável Homem das neves; O homem sem sombra; À esquina da rima buzina; Era uma vez quatro e O livro das sete cores. Os leitores não se irão arrepender de ler tão criativas obras, que nos levam a um mundo mágico, ao universo dos sonhos e dos livros!

Receita de Leitura

Dose de Amostra:
Era uma vez uma fada chamada Oriana. Era uma fada boa e bonita. Vivia livre, alegre e feliz dançando nos campos, nos montes, nos bosques, nos jardins e nas praias.
Um dia a rainha das Fadas chamou-a e disse-lhe:
- Oriana, vem comigo.
E voaram as duas por cima de planícies, lagos e montanhas. Até que chegaram a um país …

Excerto de “A Fada Oriana”, de Sophia de Mello Breyner.

Composição (Sou feito de …):
A Fada Oriana é uma narrativa dedicada às crianças escrita pela escritora portuguesa Sophia de Mello Breyner, com ilustrações de Luís Noronha da Costa. A obra é composta por oito capítulos. O seu princípio activo é transportar a criança para o imaginário de um mundo de fadas, onde valores como a dedicação aos outros e a fidelidade à palavra dada são ingredientes suficientes para despertar a atenção e o interesse dos mais novos e não só!...

Indicações (Sirvo para…)

O livro “A Fada Oriana” está indicado para ler antes de adormecer, para quando nos apetece voar até ao mundo encantado das fadas e das suas aventuras.

Precauções(Tenho de ter cuidado com…)
Instale-se confortavelmente, mas numa boa posição para desfrutar de uma boa leitura. Escolha um local onde haja silêncio e tranquilidade.


Posologia ( Devo ser tomado…)
Leia um ou dois capítulos por dia, mas se estiver assim tão entusiasmado pode ler a obra completa, no entanto convém fazer algumas pausas pelo meio.

Outras apresentações (Recomendo…)
Quem gostar de ler este livro certamente também gostará de outras obras da autora como: “A Menina do Mar” “ O Rapaz de Bronze” “ O Cavaleiro da Dinamarca”e o seu "Primeiro Livro de Poesia".

quinta-feira, novembro 01, 2007

Receita

Dose de Amostra

"A Raposinha estava sentada no seu quarto. Estava a borrecida.
- Já sei - disse ela.
- Preciso de um amigo.
Pegou então na sua rede e foi ter com a mãe.
- Vou apanhar um amigo - declarou.
- Não se apanham amigos - explicou a mãe.
- Tens de fazer amigos."

Excerto de "Vamos Fazer Amigos" de Adam Relf

Composição

Sou feito de mensagem poetica e de amizade, um pouco de fantasia e algum humor.


Indicações

Estou especialmente indicado para crianças bem dispostas, que querem aprender a fazer amigos, contudo também posso ser lido por adultos que ainda não se tenham esquecido da sua infância. Sou optimo para ajudar a desenvolver o tema da Amizade.

Precauções

Deve ser lido com calma, suavidade, expressividade e boa disposição, num ambiente de algum à-vontade mas sem grande turbulência. Evitar tomar à pressa e num ambiente inadequado.

Posologia

Idealmente todos os inícios de ano escolar quando as crianças precisam de se sentir envolvidas nesta dinâmica de fazer novos amigos.

Outras apresentações

Sobre o mesmo tema aconselho também o titulo "A Joaninha Procura um Amigo" Série 1 ABC da Majora (Sem nome de autor).
Pela beleza de imagens (Ilustração) e conteúdo recomendo "A que sabe a Lua" de Michael Grejniec.

segunda-feira, outubro 29, 2007

Dose de amostra

"- Elegante, esse cinzento motiço, essa cauda comida pelas traças? - ladrou o cão. - Ora, ora. A minha não tem comparação! Reparem no penacho! No brilho! Não me fazes sombra, minha cavalgadura!"



Excerto de Qual é o mais bonito?, de Brigitte Minne.



Composição - Sou feito de...

Qual é o mais bonito? é uma história escrita por Brigitte Minne em 2002. É um livro indicado para crianças de todas as idades e o seu principio activo é o divertimento.



Indicações - Sirvo para...

Sou indicado para quem anda aborrecido e precisa de melhorar a sua auto-estima.



Precauções - Tenho de ter cuidado com...

Não sou recomendado para quem tenha alergia a penas e pêlos de animais, fora isso, até à data não são conhecidos efeitos adversos associados à leitura desta história.



Posologia - Devo ser tomado...

Posso ser tomado de uma só vez ou em pequenas doses, fica ao critério do leitor.

A sobredosagem não apresentou qualquer efeito negativo. Assim, pode ler e voltar a ler quantas vezes desejar.



Outras apresentações - Recomendo...

Quem gostou desta aventura também se irá deliciar com muitas outras histórias onde as personagens são animais muito divertidos, por exmplo: "Um lobo culto", "Teque, teque, muu - Vacas que escrevem à máquina" ...

Saber Ler...

Ainda a propósito da tarefa lançada pelas nossas formadoras; "Ler é", deparei-me com um artigo do nosso colega José Pacheco onde ele aborda exactamente esta questão mas com uns contornos diferentes do nosso contexto. Porém vale a pena ser lido (cliquem aqui) o artigo. De qualquer modo publico aqui um excerto com a parte que mais se relaciona com a nossa formação.

"Ler é diferente de compreender. Ler pressupõe o domínio do vocabulário utilizado, da estrutura sintáctica do material escrito, do conteúdo. A atitude do leitor e os seus preconceitos, ou seu interesse relativamente ao texto lido, influenciam a interpretação. Ser leitor pressupõe ser capaz de distinguir entre factos e opiniões, captar o significado literal, as asserções directas, as asserções paralelas, as paráfrases... O domínio da linguagem pode ser afectado pela rigidez de ideias, por carência de capacidade discriminativa. Ser letrado não significa apenas saber ler e escrever, mas ser funcionalmente letrado."
José Pacheco

quarta-feira, outubro 24, 2007

Receita de Leitura de Dr.Jivago


No dia em que retorno à navegação,verifico que três alunos meus estão muito tristes.Não podem vir para a escola porque adoeceram.Para consolar estes três pequerruchos,aqui deixo uma receita especial...uma receita de leitura.

Dose de amostra
Era uma vez um czar e uma czarina que,embora não tivessem filhos,viviam muito felizes no seu palácio.Um dia o czar partiu para a caça.O dia estava quente e,por isso,rapidamente ficou cheio de sede.Avistando um poço,aproximou-se,debruçou-se e já se dispunha a beber quando o Rei Urso o agarrou pela barba.
-Larga-me!-gritou assustado o czar.
-Só te largo se me prometeres dar o que desconheces ter em casa-afirmou o Urso.
«Mas que pode haver em minha casa,que eu não saiba?!»-pensava o soberano-«acho que sei o de tudo o que lá há!»
-Ofereço-te uma manada de vacas-propôs em voz alta.
-Não quero-foi a resposta.-Não quero manada nenhuma.
-Então aceita um bando de cavalos.
-E para que quero eu um bando de cavalos?-perguntou o rei Urso.-Dás-me mas é aquilo que desconheces ter em casa!
Quando lhe prometeu o que o rei Urso pedia, este libertou-lhe a barba e o czar pôde regressar ao seu palácio.
Porém,mal entrou,informaram-no,para seu grande espanto,de que a czarina dera à luz dois gémeos:o príncipe Ivan e a princesa Maria.Era então isto que ele não sabia que tinha em casa!Escondendo a cara entre as mãos,o czar chorou amargamente.

Excerto de Os mais belos contos da Rússia.Ilustrados por Mariana Beliayeva.Editora Civilização.

Composição (sou feito de ...)
Os mais belos contos da Rússia são histórias que aludem ao floclore,tradições,a magia da alma russa,a sabedoria popular,ora com características de melancolia,ora com divertida ironia.Toda a obra tem como referência as paisagens da Grande Mãe Rússia.Os desenhos e pinturas de Mariana Beliayeva recriam cenários,rostos,trajes de forma muito expressiva.

Indicações (sirvo para...)
Os mais belos contos da Rússia servem para de uma forma divertida,sonharmos com aventuras inesperadas,terras e países distantes,heróis e heroínas extraordinários.Servem para dar asas à nossa imaginação,viajar por mundos fantásticos.

Precauções (tenho de ter cuidado com...)
Deve-se ter o cuidado de se divulgar estes contos aos amigos e pedir aos pais que vos leiam estas histórias de encantar.

Posologia (devo ser tomado...)
Ler sempre um dos contos quando estejas aborrecido ou tenhas vontade de partir para uma aventura cheia de magia.À hora de se deitarem,escutarem um dos contos,na companhia dos pais,permite um soninho muito bom e cheio de momentos lindos.

Outras apresentações (recomendo...)
As crianças,jovens e adultos que gostaram destes contos russos,lembrem-se que em Portugal também há histórias muito bonitas.Recomendo Os contos tradicionais portugueses,reunidos por Consiglieri Pedroso.

Segunda-feira aconteceu alguma coisa nas bibliotecas escolares do meu agrupamento!
Via-se faixas a assinalar a data, os alunos andavam a trocar cartões com a sua recomendação de leitura, fizeram um concurso para o logotipo da sua BE, receberam convidados (pais e meninos do Jardim de Infância) e partilharam leituras com eles, até houve quem levasse um bolo!
A Junta de Freguesia ofereceu à BE da Ericeira um conjunto de livros e a Lia (a coordenadora)foi aprender técnicas para contar contos numa acção de formação do IPL na biblioteca de Mafra. Todos nos divertimos muito neste Dia Internacional das Bibliotecas Escolares.

terça-feira, outubro 23, 2007

Sugestão de leitura...



Iniciámos na última sessão as nossas recomendações de leituras (independentemente do suporte) com interesse para a área pedagógica.


Comecei a actividade, sugerindo um livro que conheci através de uma crónica do Manuel António Pina - A gramática é uma canção doce, de Erik Orsenna. A forma como "me" falou acerca da obra atiçou a minha curiosidade. Valeu a pena o esforço para conseguir chegar até ao livro!


Descrevo-o, sumariamente, como uma "viagem" (literal) pelo universo das palavras.


Dois irmãos naufragam e vão parar a uma ilha onde acontecem coisas muito estranhas com esta matéria-prima, como, por exemplo, casamentos entre palavras, revoltas de palavras e até existe um hospital para as... palavras, claro!


Da minha parte considero que é um livro despretensioso sobre pedagogia, em que se aborda a escrita (intimamente ligada à leitura). É um daqueles livros que nos revigora!


Deixo-vos um pequeno excerto e aconselho-vos uma viagem ao site francês acerca do autor e da obra.


"Certa manhã as palavras recusaram-se a prosseguir a sua vida de escravas. Certa manhã, deixaram de aceitar ser convocadas, a qualquer hora, sem o mínimo respeito, e depois repudiadas num perfeito silêncio. Certa manhã deixaram de suportar a boca dos humanos. Creio que nunca pensaram no martírio das palavras. Onde são preparadas as palavras antes de serem proferidas?" (p. 61)



segunda-feira, outubro 22, 2007

Biblioteca Mil Maravilhas

Hoje na Biblioteca "Mil Maravilhas", da EB1 da Venda do Pinheiro, os elementos do Conselho Executivo foram falar dos livros do "Plano Nacional de Leitura" que cada turma da escola está a explorar. Esta actividade foi desenvolvida hoje só com algumas turmas, pois as comemorações vão ser durante o resto da semana.
No blog da Biblioteca, também recentemente criado (www.bemilmaravilhas.blogspot.com) foi publicada uma reflexão minha, como Coordenadora da Biblioteca, do que é uma Biblioteca Escolar. Foi pedido também a Contadores e alunos para reflectirem por escrito sobre o mesmo tema. Estes textos serão posteriormente publicados no blog da Biblioteca.

Nas Bibliotecas Escolares também há festa!


Hoje, um pouco por todo o mundo, assinala-se o Dia Internacional das Bibliotecas Escolares, este ano subordinado ao lema "Aprender mais e melhor na Biblioteca Escolar". Desde 1999 que a International Association of School Librarianship decidiu comemorar esta efeméride.
Desafio-vos a partilharem as actividades que terão lugar nas vossas escolas ou mesmo dentro das salas de aula ligadas a este propósito.
Da minha parte dou-vos conta das festividades convidando-vos a visitarem o blogue que lançámos hoje no Centro de Recursos Poeta José Fanha. Aguardo a vossa visita em www.centroderecursos-vp.blogspot.com
E "espalhem" a mensagem: "A sociedade que investe na Biblioteca Escolar investe no seu próprio futuro." (Manifesto da UNESCO acerca das Bibliotecas Escolares)

Ler é...

Ler é... acima de tudo, depois de tudo, descodificar, apropriar, transformar, dotar de cheiro e sabor, sonhar, sorrir.

Apresentação minha...

Fazer uma apresentação de mim mesmo através das personagens da minha vida de leitor revelou-se um exercício bastante agradável. Primeiro porque me fez recordar bons momentos quando o tempo para a leitura não precisava de ser roubado a tudo o resto que temos para fazer e que nunca conseguimos concluir, em segundo lugar levou-me a encontrar tempo para ir aos arrumos à procura dos títulos de que irei falar.

O primeiro livro que faz parte das minhas recordações é um livro de B.D. com uma história passada na guerra do Vietname, o qual provavelmente já não existirá a não ser que tenha conseguido resistir à passagem do tempo escondido em alguma caixa perdida em casa dos meus pais. Nessa história um grupo de soldados tentava atravessar o território inimigo a fim de levar de volta para o Q.G. informação vital para o “esforço de guerra”. Escusado será dizer que os heróis enfrentavam uma série de situações extraordinariamente difíceis sendo sempre bem sucedidos, sucesso esse para o qual contribuía sempre e de uma forma decisiva o capitão do pelotão, do qual já não me lembro do nome mas a quem invejava secretamente as aventuras bem como a namorada que surgiu ao longo da história, portadora ela da tal informação vital. Curiosamente nunca soube como a história terminava pois nunca cheguei a comprar o número seguinte da revista. Tantas vezes obriguei a minha mãe a ler-me essa história, ela lá refilava, e muito, mas no fim cedia sempre.

Depois com a escola e a descoberta do prazer da leitura vieram a Ana, a Zé, o Júlio, o David e o Tim – the famous five – os mais fantásticos heróis de sempre! Os livros da colecção eram lidos e relidos ao ritmo de 2 por mês através de um acordo que fiz com a minha mãe e com uma vizinha amiga; desde que eu não tivesse más notas elas iam comprando os livros. A minha personagem favorita era o David, o mano do meio que estava sempre presente quando era preciso ajudar fosse quem fosse. Tantas vezes que eu sonhei com as colinas e as quintas por onde eles passavam, as ilhas e os poços misteriosos, os amigos que encontravam, as aventuras vividas, algumas de meter medo mas que no fim terminavam sempre da melhor maneira.

Também na sala de aula e por intermédio uma professora estagiária descobri que havia crianças que sabiam ser tão fortes como os adultos quando lutam por algo em que acreditam e então a Beatriz e o seu Plátano foram acrescentados à minha lista de heróis.

Por volta dos meus 12 anos li aquele que foi o meu primeiro livro para adultos e vibrei com a aventura, com as graçolas e com o duplo sentido das frases, especialmente este último, com que o meu herói de serviço, o comandante Dirk Pitt no livro a “A chantagem do Vixen 03”, ia descobrindo onde estavam afinal as ogivas preparadas para uma guerra química e que ameaçavam, como não podia deixar de ser, os gloriosos E.U.A.

Anos mais tarde coloquei de lado a minha faceta belicista e encantei-me com Fernão Capelo Gaivota, as suas descobertas, a sua luta e os seus sonhos. Foi um dos livros que mais empolgou. Mais tarde, e para não prolongar muito esta minha apresentação - pois ninguém gosta de conhecer pessoas aborrecidas - encontrei um outro livro que me empolgou muito também. Com Pennac e com o seu “Como um romance” reformulei a minha ligação com os livros e com a sala de aula e dei por mim a sonhar com e a tentar descobrir quem seria ao certo aquele professor que me maravilhava: “Ele chegava às terças-feiras de manhã, desgrenhado pelo vento e pelo frio, na sua moto azul e ferrugenta. Dobrado, com um capote de marinheiro, com o cachimbo na boca ou na mão. Esvaziava um saco de livros em cima da mesa. Era magnífico.”

Magnífico não serei, mas desde então que tento de alguma forma replicar na minha sala de aula os conhecimentos que este livro nos revela…uma vezes com sucesso, outras com alguma tristeza…outras...e foi assim que cheguei às bibliotecas escolares.

sexta-feira, outubro 12, 2007

O cérebro de um leitor

As últimas investigações científicas no campo das neurociências cognitivas demonstraram diferenças de padrões de activação cerebral entre analfabetos e letrados adultos. Verificou-se também que a região que corresponde à transferência entre os lobos parietais era mais fina nos analfabetos por comparação com os não analfabetos. (Castro-Caldas, 2005: 44-45). Demonstrou-se assim, que o nosso corpo se transforma, também, com a leitura, existindo uma plasticidade física e um reconhecimento por parte da ciência dessa transformação física operada pela leitura.

P.S. Alexandre Castro-Caldas é um neurologista português de renome nacional e internacional.

Imagem: http://pt.wikipedia.org/?title=Ci%C3%AAncias_cognitivas

quinta-feira, outubro 11, 2007

O que é ler?

Ler é fazer voar o pensamento.
Ler é aprender, é conhecimento...
Ler é imaginar situações...

Ler é...

Ler é relermo-nos como seres humanos completos e plenamente integrados na sociedade.
Ler é...interpretar palavras adaptando-as ao meu mundo!

Ler é...

evadir-se da realidade, entrando num mundo imaginário (onde se pode dar asas à imaginação), e onde se pode ser quem quer...

Ler é...

Ler é... compreender, descodificar, saber, prazer, crescer...
Podemos ser levados a descobrir o prazer da leitura, como professora acredito que devemos diversificar a oferta apresentada aos nossos alunos para termos mais oportunidade de conseguir chegar aos diversos interesses dos alunos.
Ler é viajar pelos caminhos do conhecimento.

Ler.... E aqui vai mais uma opinião...

Ler é uma actividade que nos enriquece. Quando alguém lê fá-lo com uma razão definida: procura informação, ocupa algum tempo livre, lê porque gosta (sempre o prazer!); enfim, porque quer.
O que me parece que mais importa é que, independentemente da razão pela qual se faz, há sempre algo de positivo a retirar dessa leitura. Na realidade, somos hoje um conjunto de vivências pelas quais passámos e as leituras são mais uma delas.
Alguns livros há que lemos por iniciativa e que por isso serão fonte privilegiada de enriquecimento, mas todos nós lembramos textos por que passámos por obrigação e que, apesar disso, por alguma razão nos ficaram como ensinamento.
No final, o que importa é ler.

Ler é ...




Compreender / apreender o sentido do que vejo à minha volta, num livro, num filme, numa obra de arte...

LER É...

LER É TER ACESSO A NOVOS MUNDOS;É PENETRAR O ÂMAGO DO ESPÍRITO E DA RAZÃO QUE CONSTITUEM O HOMEM.

quarta-feira, outubro 10, 2007

O livro do dia...

Boa Noite!
Hoje fui a uma livraria em Torres Vedras, com a qual pretendo organizar a "Feira do Livro" da Biblioteca da minha Escola. Fiquei impressionada com a organização do espaço. Para despertar a curiosidade, deixo aqui o site http://www.livrododia.com.pt/

segunda-feira, outubro 08, 2007

Visita à E.B. 1 Hélia Correia




Na última sessão (03/10) tivemos a oportunida-de de visitar a Biblioteca da Escola E.B. 1 Hélia Correia. O objectivo era visualizar in loco o conceito que se preconiza actualmente para uma Biblioteca Escolar.
Observámos um bom modelo, ao que acresce o excelente acolhimento que tivemos por parte do Jorge e da Irene. Em nome do grupo, obrigado!
P.S. Já repararam como estávamos todos tão atentos...?

A internet poderá substituir a biblioteca?

Ainda relativamenbte a esta questão, e como referi na sessão anterior, penso que isto nunca poderá acontecer. Na minha opinião, nada poderá substituir o cheiro dos livros, o prazer de folhear um livro, a alegria das cores, a afectividade... Isto não se encontra decerto na internet!

terça-feira, outubro 02, 2007

Bibliotecas para quê na era da Internet

Deixo aqui os meus apontamentos à questão levantada na última sessão:

Na biblioteca encontramos, entre outros, material impresso. Este tem algumas vantagens em relação ao virtual, como também algumas desvantagens, pelo que um, não reduz a importância do outro. Entre as vantagens do formato impresso saliento: permite ao leitor estabelecer uma relação mais próxima, mais afectiva (há um contacto corporal). É um formato mais duradouro, permitindo um arquivo mais fiável ao longo do tempo. É também mais prático, por enquanto, já que com facilidade levamos uma revista ou um livro para algum lugar, enquanto o computador há sítios em que se torna pouco prático.
Por outro lado a Biblioteca hoje será um centro de recurso onde o material impresso completa os recursos virtuais desde a Internet, às diciopédias, jogos de variados tipos, etc.

Apresento-vos as minhas personagens!

São tantas as personagens que me têm acompanhado que se converte em tarefa difícil determinar aquelas que por cá ficaram. Algumas estabeleceram comigo laços que se perpetuaram para além de relações familiares ou pactos de amizade, instalaram-se, simplesmente, sem pedir licença!
Deixaram-me "marcas de leitura" especiais personagens como o Hans ("Saga", Histórias da Terra e do Mar, de Sophia de Mello Breyner Andresen), por ter partilhado abertamente um relato de vida em que "as suas grandes vitórias seriam as que não tinha desejado e que, por isso, nem sequer seriam vitórias". A "mulher do médico" (Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago), que me deu uma lição de vida, com a sua abnegação e dedicação que venceram a cegueira dos homens e se revelaram um exemplo de amor ao próximo.
Do cinema, o professor John Keating ("Clube dos Poetas Mortos") e o desejo de conseguir instigar nos meus alunos um pouco daquela vontade de ir mais longe, de despertar o prazer pela "descoberta". Carpe diem!

Personagens em busca de um leitor... (proposta de trabalho)

Na última sessão chegou o desafio - apresentarmo-nos través das personagens da nossa vida, ou seja, revelarmos que seres têm urdido as teias da nossa história. Abram-se, então, os livros!

domingo, setembro 30, 2007

As personagens da minha vida...

Neste percurso de vida, ainda com poucos passos dados e muitos por dar, existiram personagens que de formas muitos diferentes me foram marcando, orientando...
Sem ter de pensar muito Eduardo, do filme "Eduardo mãos de tesoura" é sem dúvida um dos personagens da minha vida, se há mundo onde gosto de viver é no da fantasia...
A Amélie e o William Walace, também merecem aqui uma referência!
Em relação a personagens da minha experiência como leitora, são essencialmente duas, e por dois grandes motivos, o Nero (o cão do livro "Os Bichos" de Miguel Torga), porque foi o primeiro livro que consegui ler do principio ao fim, e a mulher do médico (do livro "Ensaio sobre a cegueira" de José Saramago), porque a partir deste, nunca mais parei de ler, descobri o prazer da leitura que à tanto procurava...
Se calhar... os meus dois professores de Português que me recomendaram estes livros, também merecem um lugar como personagens da minha vida, afinal foram eles que perceberam o alerta quando eu dizia "Não consigo gostar de ler".
Espero ainda, que o meu gosto pela leitura e as minhas orientações como professora, possam, um dia, contribuir para que os meus alunos também descobram este enorme prazer...

PONTO DA SITUAÇÃO

Retomo o navegar neste espaço para efectuar um breve "ponto da situação",sobre o motivo porque participo nesta acção de formação e sobre outros dois itens.

1-Por motivo fortuito tive conhecimento da acção de formação «A biblioteca escolar e as literacias do séc.XXI».Acedi no imediato a participar porque o livro e a leitura sempre foram um eixo basilar,desde tenra infância,no meu desenvolvimento pessoal, em todas as suas vertentes.Em particular,no meu percurso académico e profissional,adquiriram uma relevância absoluta.Num segundo plano,denoto que hoje apesar da divulgação do livro e de diferentes meios audiovisuais, a leitura nem sempre tem progredido neste país;em particular,uma leitura mais rica de conteúdo.Logo,esta acção é mais uma forma de combatermos a iletracia e o comodismo dos tempos actuais,de modo particular junto das crianças e jovens.

2-A obra que referi em artigo anterior,«O Doutor Jivago» de Boris Pasternak foi adaptada ao cinema e teve nos seus principais papéis Omar Shariff e Julie Christie.O filme,tal como o livro, é divino.Uma verdadeira obra prima da sétima arte!

3-Questionado sobre a necessidade de bibliotecas na era da internet,desejo reflectir sobre dois aspectos:
-Actualmente confunde-se a internet como um fim último.Na minha opinião,creio que a internet é e deve ser sempre um instrumento e não um fim.O livro,pelo contrário,pode ser instrumento e meio de alcançar vários objectivos mas,é sobretudo um fim específico porque para isso foi criado pelo autor.
-Na era da internet precisamos de Bibliotecas porque...a informação contida na internet é limitada no espaço temporal.Hoje,milhões de gigabytes de informação perdem-se e apagam-se ao fim de um determinado tempo.O livro,dada a sua especificidade mantem-se sempre actual como obra única,como meio ou instrumento,com uma individualidade muito própria e irrepetível.A Biblioteca,dada a sua natureza de persevação e divulgação,será sempre o lugar, por excelência e direito, de contacto com o livro.

Bom resto de Domingo,poupe a retina ocular frente ao seu p.c.,pegue num livro e desfrute-o...

Personagens da minha vida

Adoro ler, é pena que só nas férias tenha tempo e disponibilidade mental para o fazer, em termos de leitura recreativa, é claro . Pois no dia a dia falta-me o tempo e também o cansaço que não me permitem dedicar tempo a esta actividade de que tanto gosto.
Dos livros que li enquanto criança, marcaram-me muito os da colecção "Os Cinco", que levantava na biblioteca itinerante que vinha às aldeias, talvez porque nessa idade me identificava muito com as suas personagens e a suas aventuras. Enquanto adolescente os que mais me marcaram foram Teresa e Simão da história de Camilo Castelo Branco do livro "Amor de Perdição", assim como a vida de Anne Frank onde pela primeira tive conhecimento de como era a vida no tempo do nazismo e como é que uma rapariga da minha idade conseguia suportar tudo aquilo. Actualmente tenho lido vários, desde" A Filha do Capitão", "A Fórmula de Deus" e "A Ilha das Trevas " de José Rodrigues dos Santos o "Equador" de Miguel Sousa Tavares e vários de Isabel Allende, entre outros. Sinceramente gostei imenso de todos, tenho alguma dificuldade em dizer qual a personagem que mais gostei, mas talvez tenha sido o Afonso do livro "A filha do Capitão".

O PERSONAGEM DA MINHA VIDA

Eis que lanço-me sem rede nesta aventura,ou seja,escrevo directamente do coração e sem rascunho.Estou meio a tremer,como um puto que saboreia algo pela primeira vez...
O mundo dos livros é algo que faz parte intrínseca da minha forma de estar na vida.Muitos me marcaram e acredito que,mesmo depois de lidos,há sempre uma relação perene que nunca se esfuma.
Um deles foi e é « O Doutor Jivago» de Boris Pasternak(Prémio Nobel da Literatura-1958,com esta mesma obra).
A personagem de Iuri Jivago,filho de um industrial russo,órfão de pai e mãe,criado por uma família moscovita,médico militar,vive o grande amor da sua vida,Lara, em plena guerra civil da revolução de 1917.No entanto,aquele homem consegue sempre manter a esperança no seu semelhante.Para além do enquadramento do amor dividido por Lara e Tonia,sua esposa e filhos,consegue suplantar-se e amar os filhos enfrentados da Rússia.Arrisca o conforto do lar ou do seu amor primeiro,Lara,para ir por um caminho de guerra civil ajudar,cuidar e dar-se aos militares feridos ou moribundos.Mais do que o homem apaixonado,russo branco ou russo vermelho,ele revela o espírito contemplativo e de esperança que sempre caracterizou o homem russo.Em Varykino, quando os lobos uivavam na noite e Lara deseperava,Jivago demonstra estes atributos,como sempre demonstrou junto dos seus doentes ou militares feridos, ou ao longo dos seus piores momentos de vida:
-Exageras,o crepúsculo ainda está distante.
Creio que é uma forma de se estar na vida muito poética,mas realizável;amar o belo que há na vida,ter esperança e não desistir.
Continuo a acreditar que a noite está distante.

sábado, setembro 29, 2007

Personagens da minha vida...


Alguns foram os livros que li enquanto criança e que por este ou aquele motivo se mantiveram para sempre na minha memória. O Principezinho é, de todos esses, o que mais vezes lembro com carinho e cujas palavras me fazem mais sentido; ainda... Porque me cativou com as suas palavras, a raposa é uma das minhas personagens favoritas. Apesar de concordar que "O essencial é invisível aos olhos", deixo-vos uma imagem, em jeito de motivação para uma (re)leitura.
Mas, quando se fala de personagens da nossa vida, não poderia deixar de falar de Amélie Poulain e do seu fabuloso destino. Diverte-se a observar os outros e a fazer suposições acerca das situações mais diversas possível. Ao longo do filme, assistimos às suas tentativas de, com pequenos gestos, melhorar as vidas de quem a rodeia, além de se vingar de formas deliciosamente engraçadas de um dos personagens mais antipáticos do filme e de conquistar com muita originalidade a pessoa por quem se apaixona. E Paris? Maravilhosa, como sempre! Gostava de vos deixar com um dos temas da banda sonora - que poderia considerar uma das bandas sonoras da minha vida, mas se é possível eu não sei como. :( (É a primeira vez que colaboro com um blog...)
Na era da Internet necessitamos de Bibliotecas porque assim podemos consultar livros reais e virtuais. Além disso, apesar de apologista da inovação também tenho ciente os prós e os contra da Internet. Penso que o simples folhear de um livro também pode cativar e apelar leitores, além de que actualmente, ainda, é mais fácil transportar um livro para todo o lado do que um dispositivo informático que promova a leitura. As Bibliotecas guardam um património escrito que não pode ser apagado com um simples clique. Julgo que é importante preservar a lógica de que as Bibliotecas são fundamentais, mas inseridas nesta Sociedade da Informação estas também têm de evoluir e como tal possibilitar aos seus utilizadores o uso de meios informáticos que facilitem a pesquisa e novas formas de aceder a registos escritos.

As personagens da Pires

As personagens da minha vida têm sido diversas desde o Bambi dos desenhos animados, com o seu olhar encantador, às personagens dos livros da colecção "Uma Aventura" que desde o 1º Ciclo comecei a devorar aguardando sempre pela chegada de uma nova aventura. Mais tarde como estudante marcaram-me especialmente duas obras: o "Uma Familia Inglesa" de Júlio Dinis e "Os Maias" de Eça de Queirós. Actualmente, sempre que posso gosto de ler um livro sobre qualquer tema que no momento me suscite interesse, independentemente do nome do escritor.

A primeira msg

Caros colegas:
Parece que só agora consegui entrar no nosso blogue. Vamos lá ver como é qe isto funciona, aos poucos, pois para mim isto é tudo novidade. Bjs e um bom fim-de-semana para todos.

sexta-feira, setembro 28, 2007

Boa Noite!
Na minha vida as personagens que me marcaram creio que começou por ser a Anne Frank, pois quando li o livro, porque os meus pais o tinham, estava no inicío da adolescencia e interessava-me bastante pelos factos históricos do nazismo, e creio que o que me despertou mais o interesse foi perceber como uma rapariga mais ou menos da minha idade conseguiu viver tudo... Nunca mais o consegui ler!
Uns anos mais tarde, arranjei um herói de cinema que ainda hoje me cativa... Indy... do "Indiana Jones"...desenrasca-se muito bem no seu papel, mas ao mesmo tempo é tão humano... Actualmente tenho uma personagem com quem eu tenho uma grande empatia talvez porque é "Professora de Palavras", o que quer que tal definição queira dizer, que é a "Belissa Crepuslario" (será assim que se diz?) de um dos Contos do livro de Isabel Allende "Contos de Eva Luna". Ela vende palavras para sobreviver, e é com duas dessas palavras que se prende ao grande amor, num contar tão sublime de como nós e a nossa vida nos completamos...

quinta-feira, setembro 27, 2007

Personagens da minha vida

No meu imaginário ficou desde o 5º ano a "Fada Oriana", como alguém que surgia na minha vida para a tornar mais bela.
Depois de adulta foi "Ayla" da "Saga dos filhos da terra" que me despertou para um novo para o gosto na leitura recreativa.
Gosto de ler à noite como quem toma um comprimido para dormir, por isso há livros que releio imensas vezes. A história da Ayla já li 5 vezes.

quarta-feira, setembro 26, 2007

terça-feira, setembro 25, 2007

Ler é um direito democrático!

Para quem duvidar, partilho o "enquadramento legal"...

Carta Internacional dos Direitos Humanos
Declaração Universal dos Direitos do Homem
(Adoptada e proclamada pela Assembleia Geral na sua Resolução 217A (III) de 10 de Dezembro de 1948.)


"Artigo 22.º
Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos económicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada país."

domingo, setembro 23, 2007

Finalmente!

Também já consegui entrar neste espaço de conversa. Isto é engraçado!

Finalmente consegui!

Depois de várias tentativas em que ou o mail ou a palavra passe não eram aceites finalmente consegui aceder ao blog. Espero integrar-me nesta (para mim) nova modalidade de comunicação!

quinta-feira, setembro 20, 2007

De que cor vamos pintar a nossa biblioteca?

Achei que fazia falta uma imagem e, se me é permitido, uma outra interrogação.De que cor vamos pintar a nossa biblioteca? Azul dos espaços livres; laranja de planícies longínquas; amarelo cor de praia; vermelho como a rosa que se oferece ou verde como a floresta por onde passeamos?

quarta-feira, setembro 19, 2007

Convite aceite

Obrigado pelo convite... É com um sorriso que participo neste grupo de bem dispostos! :)

Meus Amigos marcadores

Acho este texto muito interessante, vejam lá se concordam comigo:


Ler inclui um vasto conjunto de práticas que variam de época para época, de local para local, de pessoa para pessoa.

Cada um lê de uma maneira própria…

No meio da sala, num cantinho escondido, numa mesa de café, no autocarro, na biblioteca, na cama.

Mas também…

Junto à lareira no Inverno, no meio da verdura inebriante de um jardim na primavera, no fresco da brisa nocturna no Verão.

Ou ainda…

De pé, sentado, de pernas para o ar, deitado.

Porventura…

De dia, de tarde, de noite.

Por vezes…

A tomar chá ou café, a beber uma cerveja, a comer amendoins.

Eventualmente…

Vestido de fato e gravata, de fato de treino, de calções, de pijama.

Alguns…

Com um lápis roído na mão ou a torcer e retorcer uma ponta de cabelo.

Todos nós temos os nossos rituais de leitura e os nossos auxiliares. De entre os muitos auxiliares de leitura possíveis gosto de nomear o marcador.

Há quem o use apenas para cumprir uma função: marcar a página em que se parou a leitura sem ter que a dobrar ou danificar.

Mas o marcador traz consigo uma mensagem. É colorido ou sombrio. Reproduz uma obra de arte. Traz um desenho. Fala por vezes de outro livro.

O marcador é um amigo, uma espécie de mediador entre nós, o livro que lemos e o próprio acto de leitura. O marcador acaba por falar connosco, acrescentando um “ruído” de fundo aquele maravilhoso acto de ler em solidão.

Adoro marcadores. São amigos que não dispenso neste vício bom que é ler. Como quem escolhe a gravata que fique bem com uma determinada camisa, ou uma camisa que fique bem com um determinado fato, escolho cuidadosamente para cada livro que vou ler, o marcador que “lhe vai bem”.

Tenho a certeza de que o mundo fica mais feliz quando procuramos equilíbrio entre as coisas. Por isso, a escolha de uma coisa tão simples como um marcador pode ser um acto arbitrário uma atitude estética e ética como, no fundo, são todas as escolhas.

José Fanha

terça-feira, setembro 18, 2007

Eureka, afinal foi fácil! Vou ficar viciada nisto do blog.
Enquanto não nos voltamos a encontrar, pensem nisto:
" Ele continuará a ser um bom leitor se os adultos que o cercam alimentarem o seu entusiasmo em vez de tentarem provar a sua competência, se estimularem o seu desejo de aprender em lugar de lhe imporem a obrigação de recitar, se o acompanharem no seu esforço sem esperarem contrapartidas, se aceitarem perder noites em vez de procurarem ganhar tempo, se fizerem vibrar o presente sem acenar com a ameaça do futuro, se se recusarem a transformar em trabalho forçado o que era um prazer, se mantiverem esse prazer até se transformar em rotina, se edificarem essa rotina sobre a gratuitidade da aprendizagem cultural, e se ele próprio descobrir o prazer dessa gratuitidade." Pennac Daniel

Primeira postagem

Esta é a nossa primeira postagem. Ainda receosos cá estamos na blogoesfera!!!

"Sempre imaginei que o paraíso seria uma espécie de biblioteca."

Jorge Luís Borges