Dose da amostra
“Um dia, o Menino quis pintar um submarino no fundo do mar. À volta do submarino havia algas azuis, verdes, roxas e vermelhas. Mas o Menino queria que houvesse também algas alaranjadas. Ficariam bem a ondular, ao lado das algas azuis e verdes. Que pena a caixa de aguarelas não ter cor-de-laranja! Como se faria? Que outras cores se devia misturar para conseguir cor-de-laranja? O Menino não sabia…”
Excerto de Como se faz cor de laranja, de António Torrado
Composição (Sou feito de…)
Sou feito de muita cor e vou contar a história de um menino que busca incessantemente por saber como se faz a cor de laranja. Assim, surgiu a história Como se faz cor de laranja que foi elaborada pelo autor português António Torrado, com a qual recebeu o Prémio Calouste Gulbenkian de literatura para crianças, considerada em 1978-1979 de o melhor texto. Trata-se de uma pequena história adequada a um público muito jovem, com um discurso simples e um vocabulário adequado a essa faixa etária.
Indicações (Sirvo para…)
Sirvo para explicar ao leitor, de uma forma mágica e encantadora, como se faz a cor laranja. O enredo desta história acaba por girar à volta de um menino que vive uma pequena odisseia na procura de alguém que o ensine a obter essa cor.
Precauções (Tenho de ter cuidado com…)
Tenho de ter cuidado com a entoação e o ritmo de leitura da história. A leitura deve ser feita num espaço calmo, sem ruído, num ambiente agradável, como a Biblioteca, para poder usufruir do verdadeiro prazer em ler este texto, que nos faz recuar à nossa infância, em que questionávamos o porquê das coisas, como a origem de determinada cor. Assim, deve ser lida de modo pausado e não demasiado depressa, pois dada a sua pequena dimensão facilmente se a devora e corre-se o risco de ficar “viciado” na sua leitura repetitiva.
Posologia (Devo ser tomado…)
Devo ser tomado sempre que se explorar o tema das cores. A história poderá ser lida em apenas quinze minutos, o que torna fácil, rápida e versátil a sua administração. Da autoria de António Torrado, poeta, dramaturgo e ficcionista é reconhecido como escritor de livros para crianças. De um modo geral, podemos encontrar esta história nas nossas bibliotecas escolares e municipais, sendo o seu autor já bem conhecido pelo público infantil, nomeadamente pela diversidade de obras criadas ao longo de vários anos, dirigindo-se aos leitores infanto-juvenis.
Outras apresentações (Recomendo…)
Recomendo que se leia as seguintes obras do autor desta história: Da escola sem sentido à escola dos sentidos; Toca e foge ou a flauta sem mágica; Doze de Inglaterra seguido de o Guarda-Vento; O adorável Homem das neves; O homem sem sombra; À esquina da rima buzina; Era uma vez quatro e O livro das sete cores. Os leitores não se irão arrepender de ler tão criativas obras, que nos levam a um mundo mágico, ao universo dos sonhos e dos livros!

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