quinta-feira, novembro 08, 2007

Receita de Leitura


As pessoas crescidas dizem que Portugal é um país de poetas... Quem não ouviu falar de grandes poetas? De Camões? De Fernando Pessoa? Como a poesia ocupa um lugar tão bonito na nossa vida, vamos lá navegar por entre...

Dose de amostra

Como és tu?

- És pequeno como um gato,
uma andorinha ou um rato?
- Não sou tão pequeno, não!

- És grande como o elefante, a girafa, o canguru?
- Não sou assim tão gigante.

- Mas, então,
que tamanho tens tu?

- Ocupo o mais belo espaço
que o mundo tem:
tenho o tamanho do regaço
da minha mãe.

Poema retirado de “Versos de Palmo e Meio”, António Manuel Couto Viana. Edições Asa.

Composição (sou feito de ...)
Sou feito de versos que às vezes rimam e outras vezes não. Mas as minhas palavras galopam em melodias e em canções que trauteiam poemas de cavalos com cores O meu cavalo das sete cores, uma galinha, um caracol, um lobo e um cão A galinha espertinha e A passo, a trote, a galope, meninos sabidos Guloseimas partilhadas, História triste do Tomás, Doentes, para a cama!, e outros poemas com que te vais maravilhar.
Indicações (sirvo para...)
Sirvo para todos os tamanhos porque consigo que encontrem sempre beleza em mim, qualquer que seja a idade. Desperto emoções e surpreendo os sentidos: os cheiros, as melodias, os sabores... Sirvo para aprender de cor, trautear, cantar e até dançar... sozinho ou com os amigos.
Precauções (tenho de ter cuidado com...)
Não tem qualquer perigo em repetir a leitura baixinho ou em voz alta. Espero que não deixes de ler os meus poemas em voz alta. Também podes decorar um ou outro poema. Há uma poetisa, chamada Sophia de Mello Breyner que diz que “é importante aprender o poema de cor, pois o poema decorado fica connosco e vai-nos revelando melhor”.
Posologia (devo ser tomado...)
Não tem problema se me leres muitas vezes, pois não há preocupações de sobredosagem. Pode ler-se num cantinho, no quarto ou outros espaços, a qualquer hora e em qualquer posição.
Outras apresentações (recomendo...)
Todos os meninos que leiam este livro, e se deixaram seduzir, também se aconselham estes:
- As Cançõezinhas da Tila, Matilde Rosa Araújo. Civilização.
- Lenga Lengas e Destrava Línguas, Luísa Ducla Soares. Livros Horizonte.
- Primeiro Livro de Poesia, selecção de Sophia de Mello Breyner Andresen. Caminho
- Em Branco, Teresa Guedes. Caminho

quarta-feira, novembro 07, 2007

Corre, Corre Cabacinha

Dose de amostra

“Baptizado foi o neto, e a tarde se passou em danças e folias, com muito pão-de-ló, arroz-doce, coscorões e papas de farinha com mel.
E, de vez em quando, a velha murmurava:

Compadre, dizei:
Em chegando a hora
como escaparei?

Mas o velho bailava, bailava e só respondia:

Comei e bebei
bebei e comei,
que em chegando a hora
eu vos salvarei.

Quando o sol desapareceu nas montanhas, o velho foi então buscar uma das suas cabaças, a maior de todas, a mais redondinha e amarela, e disse à velha que se metesse lá dentro e fosse a rolar pelo caminho fora até casa, sem nunca parar.
E assim a velha foi rolando, rolando, rolando, por caminhos e ladeiras, atalhos e clareiras, quando de repente o lobo lhe saltou ao caminho, perguntando:

Ó cabaça, cabacinha
amarela, redondinha
não viste no teu caminho
uma velha mirradinha?

Tremendo, tremendo, tremendo de medo, a velha respondeu:

Não vi velha nem velhinha
não vi velha nem velhão
corre, corre, cabacinha
corre, corre, cabação.”

Excerto de “Corre, corre Cabacinha”, de Alice Vieira



Receitas de Leitura

Corre, corre Cabacinha





Composição (Sou feito de…)

Corre, corre Cabacinha é uma história tradicional portuguesa, escrita por Alice Vieira. Como tal contém umas quadras que são boas para activar a memória e a função articulatória do aparelho fonador. Recomendado para todas as idades.

Indicações (Sirvo para…)

Corre, corre Cabacinha está indicado para problemas de memória, articulação, nervos, enjoos e falta de apetite.

Precauções (Tenho de ter cuidado com…)

Esta história não deve ser unicamente lida em silêncio e a sós. Deve ser feita pelo menos uma leitura em voz alta. Esta leitura deve ser partilhada, para que a pessoa que tem os sintomas, consiga perceber se continua com os mesmos.

Posologia (Devo ser tomado…)

Deve-se tomar no mínimo duas vezes, sendo a primeira em leitura silenciosa e depois, leitura em voz alta. Recomenda-se a sua toma depois de comer refeição em família. De seguida pode ser lida para os filhos, sobrinhos, netos (crianças), quando vão para a cama. Ou então, ser partilhada no serão dos adultos, em sítio agradavelmente caloroso!
Pode ser tomado por empréstimo da Biblioteca ou de um amigo, ou através da aquisição por oferta ou compra numa livraria.

Outras apresentações (Recomendo…)

Quem lê este livro certamente poderá ler os outros da mesma colecção, todos da mesma autora, compostos de um registo fidedigno da tradição oral Portuguesa.

Receita de Leitura - mais uma...

"A Glória precisava de ouvir histórias enquanto dormia. Por isso, na aldeia, todos ajudavam no sono da menina.
Mas como perder tantas horas de sono não deixa ninguém bem-disposto, era necessário encontrar uma solução para o problema da Glória." (excerto de A Menina que Sorria a Dormir, de Isabel Zambujal)

Sou feito de...
personagens engraçadas e diferentes umas das outras que contam histórias variadas. A Menina que sorria a dormir é um livro de Isabel Zambujal, que nos fala de uma menina que não conseguia dormir sem alguém ao seu lado a contar-lhe uma história. Tu também não? Não, tu não estás a perceber... Às tantas, tu precisas que alguém te conte uma história para adormecer, mas a nossa Glória precisava de alguém o tempo todo do seu lado, enquanto ela dormia e sonhava com o que lhe diziam. No fundo, esta é "uma história sobre histórias, cheia de encano e humor."

Sirvo para...
...meninos que gostam de histórias que estimulam a imaginação e para todos os que queiram um momento bem passado.

Tenho de ter cuidado com...
...a vontade súbita de ler sem parar para descobrir como se soluciona a questão da Glória. O melhor será consultar a secção seguinte.

Devo ser tomado...
... pelo menos uma vez por dia, podendo a dose ser aumentada em caso de curiosidade aguçada. Pode ler-se sempre que apeteça e repetir-se a sua leitura quando necessário (leia-se quando der vontade e ao longo de toda a vida).

Outras apresentações...
... sobre estas temáticas do sono e do sonho são por exemplo o livro O Sonho de Mariana, de António Mota, ou Histórias para Adormecer, Mario Sala Gallini. Esta autora escreveu também, com a sua colega Helena Nogueira, uma colecção que já deves conhecer: Panda. Tudo boas razões para começar a ler, não é?

Receita de Leitura

Amostra:
Osvaldo era o melhor agricultor da região. As ovelhas que pastavam na sua quinta eram as mais gordas e as couves que aí cresciam eram as mais repolhudas.
Ao invés, o lobo que rondava a quinta era muito magrinho. É que Osvaldo trazia-o sempre debaixo de olho e não o deixava sequer aproximar.
Ce
rto dia, porém, disse ao lobo:
- Como tenho de ir vender a minha maior couve e a melhor ovelha do meu rebanho à feira, levo-te comigo. Assim não vais poder atacar as outras ovelhas na minha ausência. – Dito isto, pôs-lhe uma trela à volta do pescoço peludo e puseram-se a caminho.
Para chegar até à feira, Osvaldo precisava de atravessar um rio. Ora, para se atravessar um rio com uma couve pesada, uma ovelha gorda e um lobo magrinho, mas esfaimado, era preciso um barco grande. Só que a barca do Osvaldo era pequena e estreita.
- Como é que ele se vai arranjar? – perguntaram-se dois curiosos na outra margem.


Excerto de Um Lobo pela Trela de Guido Visconti, ilustrações de Daniella Vignoli, Livros Horizonte

Composição:
Sou feito de pedacinhos de uma história muito antiga que recebeu uma roupagem mais vistosa. Apresento cores vivas e texto fácil de ler, suavemente misturados com um ligeiro cheiro a pão-de-ló e arroz doce a cozinhar enquanto a avó nos conta a história.

Sirvo para:
Afastar preocupações e o cansaço do dia a dia. Gozar um bom momento com quem se quiser.

Precauções:
Nunca ler o livro carrancudo (a não ser que se identifique com o Lobo), mal disposto (a não ser que sofra de enjoo de movimento) ou rezingão (correrá o risco de a sua cara sofrer uma transformação, dando lugar a um sorriso).
Alertamos também para o facto de as últimas duas páginas poderem provocar alguns efeitos secundários, nomeadamente dor de cabeça de tanto pensar, sorriso espontâneos sem razão aparente, desejo repentino de descolar a última página para ver se existem soluções escondidas no verso.

Devo ser tomado:
Em doses diárias, até 3 vezes por dia, antes e depois das refeições.
Em caso de omissão da administração de uma ou mais doses, recomeçar o tratamento de acordo com a posologia aqui indicada.

Recomendamos:
Do mesmo laboratório farmacêutico, leia-se autor, recomendamos O Espantalho Enamorado, uma história de amor fenomenal entre Gustavo e Amélia, dois espantalhos muito, mas muito especiais.

segunda-feira, novembro 05, 2007

Receita de Leitura

Dose de amostra:

" O Pisca-pisca põe-se a cavar e avança com cuidado, seguido pelos amigos. Depressa chegam a uma grande sala onde encontram o Florão. Maravilhado, o coelhinho azul contempla a imensidão de pedras amarelas que brilham à sua volta.

- Está tudo bem, Florão? Não te magoaste? - pergunta o Pisca-pisca, admirado com o ar distraído do seu amigo. Mas o coelhinho azul apenas lhe mostra as pedras, sem pronunciar uma só palavra. (...)

Muito contentes por terem vivido uma tão grande aventura, o coelhinho azul e os seus amigos regressam a casa. Já esquecido o susto, passam o resto da tarde juntos a brincar e a saltar ao eixo. (...)

Logo ali, o Florão e os seus amigos unem as mãos direitas e juram cumprir a promessa de nunca falar daquela mina a ninguém, pois, no fundo, eles possuem já o mais precioso de todos os tesouros: a amizade! "


Livro: O Coelhinho Azul e a mina de ouro.

Autor: Danièle Ball-Simon

Tradução e adaptação: Joana Caspurro


Sou feito de...

muita alegria, muita cor e muita imaginação! Quero mostrar a todas as crianças que a vida é mais valiosa quando temos amigos verdadeiros, que gostam de nós e se preocupam connosco.


Sirvo para...

crianças que estão a dar os "primeiros passos" na leitura e na escrita (pois possuo letra manuscrita), que se sentem sós e querem conhecer novos amigos, partilhando com eles muitas aventuras.


Tenho de ter cuidado com...

o facto de ficar muito tempo sem uso, é muito prejudicial.


Devo ser tomado...

sempre que quiseres treinar a leitura; devo ser lido em voz alta e, de preferência à noite, antes de todos adormecerem. Acredita que sou um óptimo companheiro!


Recomendo...

outros títulos com outras aventuras vividas pelo grupo de amigos do Coelhinho Azul. Podes escolher estes:

. O Coelhinho Azul salva os peixes do rio.

. O Coelhinho Azul e o monstro de fogo.

. O Coelhinho Azul no Bosque da Fantasia.

entre muitos outros...





Receita de Leitura


" Quando for grande, não quero ser médico, engenheiro ou professor. Não quero trabalhar de manhã à noite seja no que for. Quero brincar de manhã à noite, seja com quem for. Quando for grande, quero ser um brincador.»
Excerto de O brincador, de Álvaro Magalhães



Sou feito de…
brincadeiras fantásticas, composto de poemas divertidos em que, por exemplo, o autor brinca com as palavras (poema “Aniversários”) e chega mesmo a limpá-las (“O Limpa-Palavras”). Assim, estou cheio de sentimentos como a alegria, o amor, algumas dúvidas e a música melodiosa característica da poesia. Ah! E tenho ilustrações muito coloridas feitas por um artista português chamado José Guimarães.

Sirvo para…
meninos que gostam de desafios, pois vão ter de aceitar jogar com as palavras e perceber que, tal como as camisolas, elas têm avesso, que é como quem diz, significados muito inesperados. Também sirvo para aqueles meninos que gostam de magia, pois os poemas têm o poder de nos fazerem imaginar e sentir coisas com que não contávamos.

Tenho de ter cuidado com…
estes poemas, pois de certeza que me vão proporcionar muitas emoções boas e posso sofrer um ADE (uma doença descoberta há pouco tempo e que quer dizer “ataque de emoção”). O melhor será partilhá-los (os poemas e as coisas boas que vou sentir) com aqueles que me estão mais próximos (amigos, colegas, família, professores,...), caso contrário posso ser acusado de egoísmo.

Devo ser tomado…
diariamente, para poder saborear até ao fim cada uma destas brincadeiras. Se ficar com demasiada vontade de “brincar mais”, posso avançar para o poema seguinte e, se acabarem todos, posso relê-los ou tentar decorar (que quer dizer saber do coração) os versos de que mais gostei e fazer uma surpresa a alguém especial.

Recomendo…
a quem gostou de ler este livro do Álvaro Magalhães, que continue a tê-lo como companheiro de brincadeiras e leia outras obras suas como Os Três Presentes (muito adequado à época natalícia) ou, se são aventureiros, a Colecção Triângulo Jota.

Receita de Leitura

Dose de amostra

"O rio ia dar a uma grande poça de água onde o rapazinho tomou banho e nadou muito tempo. Depois do banho continuou o seu caminho através das rochas. Ia andando para o sul da praia que era um deserto para onde nunca ninguém ia. A maré estava muito baixa e a manhã estava linda. As algas pareciam mais verdes de que nunca e o mar tinha reflexos lilases. O rapazinho sentia-se tão feliz que às vezes punha-se a dançar em cima dos rochedos. De vez em quando encontrava uma poça boa e tomava outro banho. Quando já ia no décimo banho, lembrou-se que deviam ser horas de voltar para casa. Saiu da água e deitou-se numa rocha a apanhar sol. «Tenho de ir para casa», pensava ele, mas não lhe apetecia nada ir-se embora. E, enquanto assim estava deitado, com a cara encostada às algas, aconteceu de repente uma coisa extraordinária..."
Excerto de A menina do mar, de Sophia de Mello Breyner Andresen

Composição (sou feito de....)
A menina do mar é um dos livros para crianças mais conhecidos de Sophia de Mello Breyner Andresen. Conta a vida de uma menina, muito pequenina que, um dia encontra um novo amigo...mas este é um amigo diferente.

Indicações (sirvo para...)
A menina do mar é indicada para todos os que acreditam na verdadeira amizade e gostam de descobertas.

Precauções (tenho de ter cuidado com ...)
Não deve ser lido "de cabeça no ar" pois correrá o risco de não fazer grandes descobertas.

Posologia (devo ser tomado...)
Todos os dias deverá sentar-se para ler calmamente durante 15 a 30 minutos. Em caso de SOS, a dose poderá ser alargada até concluir a leitura completa da obra.
Não foram detectadas contra-indicações podendo assim voltar a tomar novas doses quando sentir necessidade.

Outras apresentações (recomendo...)
Recomenda-se também da mesma autora:
A fada Oriana , O cavaleiro da Dinamarca
Pode também consultar em :
http://www.prof2000.pt/ um exercício de preenchimento de espaços(Hotpotatos)

domingo, novembro 04, 2007

Receita de leitura

Receita de leitura

Dose da amostra
“Um dia, o Menino quis pintar um submarino no fundo do mar. À volta do submarino havia algas azuis, verdes, roxas e vermelhas. Mas o Menino queria que houvesse também algas alaranjadas. Ficariam bem a ondular, ao lado das algas azuis e verdes. Que pena a caixa de aguarelas não ter cor-de-laranja! Como se faria? Que outras cores se devia misturar para conseguir cor-de-laranja? O Menino não sabia…”
Excerto de Como se faz cor de laranja, de António Torrado

Composição (Sou feito de…)
Sou feito de muita cor e vou contar a história de um menino que busca incessantemente por saber como se faz a cor de laranja. Assim, surgiu a história Como se faz cor de laranja que foi elaborada pelo autor português António Torrado, com a qual recebeu o Prémio Calouste Gulbenkian de literatura para crianças, considerada em 1978-1979 de o melhor texto. Trata-se de uma pequena história adequada a um público muito jovem, com um discurso simples e um vocabulário adequado a essa faixa etária.
Indicações (Sirvo para…)
Sirvo para explicar ao leitor, de uma forma mágica e encantadora, como se faz a cor laranja. O enredo desta história acaba por girar à volta de um menino que vive uma pequena odisseia na procura de alguém que o ensine a obter essa cor.
Precauções (Tenho de ter cuidado com…)
Tenho de ter cuidado com a entoação e o ritmo de leitura da história. A leitura deve ser feita num espaço calmo, sem ruído, num ambiente agradável, como a Biblioteca, para poder usufruir do verdadeiro prazer em ler este texto, que nos faz recuar à nossa infância, em que questionávamos o porquê das coisas, como a origem de determinada cor. Assim, deve ser lida de modo pausado e não demasiado depressa, pois dada a sua pequena dimensão facilmente se a devora e corre-se o risco de ficar “viciado” na sua leitura repetitiva.
Posologia (Devo ser tomado…)
Devo ser tomado sempre que se explorar o tema das cores. A história poderá ser lida em apenas quinze minutos, o que torna fácil, rápida e versátil a sua administração. Da autoria de António Torrado, poeta, dramaturgo e ficcionista é reconhecido como escritor de livros para crianças. De um modo geral, podemos encontrar esta história nas nossas bibliotecas escolares e municipais, sendo o seu autor já bem conhecido pelo público infantil, nomeadamente pela diversidade de obras criadas ao longo de vários anos, dirigindo-se aos leitores infanto-juvenis.
Outras apresentações (Recomendo…)
Recomendo que se leia as seguintes obras do autor desta história: Da escola sem sentido à escola dos sentidos; Toca e foge ou a flauta sem mágica; Doze de Inglaterra seguido de o Guarda-Vento; O adorável Homem das neves; O homem sem sombra; À esquina da rima buzina; Era uma vez quatro e O livro das sete cores. Os leitores não se irão arrepender de ler tão criativas obras, que nos levam a um mundo mágico, ao universo dos sonhos e dos livros!

Receita de Leitura

Dose de Amostra:
Era uma vez uma fada chamada Oriana. Era uma fada boa e bonita. Vivia livre, alegre e feliz dançando nos campos, nos montes, nos bosques, nos jardins e nas praias.
Um dia a rainha das Fadas chamou-a e disse-lhe:
- Oriana, vem comigo.
E voaram as duas por cima de planícies, lagos e montanhas. Até que chegaram a um país …

Excerto de “A Fada Oriana”, de Sophia de Mello Breyner.

Composição (Sou feito de …):
A Fada Oriana é uma narrativa dedicada às crianças escrita pela escritora portuguesa Sophia de Mello Breyner, com ilustrações de Luís Noronha da Costa. A obra é composta por oito capítulos. O seu princípio activo é transportar a criança para o imaginário de um mundo de fadas, onde valores como a dedicação aos outros e a fidelidade à palavra dada são ingredientes suficientes para despertar a atenção e o interesse dos mais novos e não só!...

Indicações (Sirvo para…)

O livro “A Fada Oriana” está indicado para ler antes de adormecer, para quando nos apetece voar até ao mundo encantado das fadas e das suas aventuras.

Precauções(Tenho de ter cuidado com…)
Instale-se confortavelmente, mas numa boa posição para desfrutar de uma boa leitura. Escolha um local onde haja silêncio e tranquilidade.


Posologia ( Devo ser tomado…)
Leia um ou dois capítulos por dia, mas se estiver assim tão entusiasmado pode ler a obra completa, no entanto convém fazer algumas pausas pelo meio.

Outras apresentações (Recomendo…)
Quem gostar de ler este livro certamente também gostará de outras obras da autora como: “A Menina do Mar” “ O Rapaz de Bronze” “ O Cavaleiro da Dinamarca”e o seu "Primeiro Livro de Poesia".