quinta-feira, setembro 20, 2007

De que cor vamos pintar a nossa biblioteca?

Achei que fazia falta uma imagem e, se me é permitido, uma outra interrogação.De que cor vamos pintar a nossa biblioteca? Azul dos espaços livres; laranja de planícies longínquas; amarelo cor de praia; vermelho como a rosa que se oferece ou verde como a floresta por onde passeamos?

quarta-feira, setembro 19, 2007

Convite aceite

Obrigado pelo convite... É com um sorriso que participo neste grupo de bem dispostos! :)

Meus Amigos marcadores

Acho este texto muito interessante, vejam lá se concordam comigo:


Ler inclui um vasto conjunto de práticas que variam de época para época, de local para local, de pessoa para pessoa.

Cada um lê de uma maneira própria…

No meio da sala, num cantinho escondido, numa mesa de café, no autocarro, na biblioteca, na cama.

Mas também…

Junto à lareira no Inverno, no meio da verdura inebriante de um jardim na primavera, no fresco da brisa nocturna no Verão.

Ou ainda…

De pé, sentado, de pernas para o ar, deitado.

Porventura…

De dia, de tarde, de noite.

Por vezes…

A tomar chá ou café, a beber uma cerveja, a comer amendoins.

Eventualmente…

Vestido de fato e gravata, de fato de treino, de calções, de pijama.

Alguns…

Com um lápis roído na mão ou a torcer e retorcer uma ponta de cabelo.

Todos nós temos os nossos rituais de leitura e os nossos auxiliares. De entre os muitos auxiliares de leitura possíveis gosto de nomear o marcador.

Há quem o use apenas para cumprir uma função: marcar a página em que se parou a leitura sem ter que a dobrar ou danificar.

Mas o marcador traz consigo uma mensagem. É colorido ou sombrio. Reproduz uma obra de arte. Traz um desenho. Fala por vezes de outro livro.

O marcador é um amigo, uma espécie de mediador entre nós, o livro que lemos e o próprio acto de leitura. O marcador acaba por falar connosco, acrescentando um “ruído” de fundo aquele maravilhoso acto de ler em solidão.

Adoro marcadores. São amigos que não dispenso neste vício bom que é ler. Como quem escolhe a gravata que fique bem com uma determinada camisa, ou uma camisa que fique bem com um determinado fato, escolho cuidadosamente para cada livro que vou ler, o marcador que “lhe vai bem”.

Tenho a certeza de que o mundo fica mais feliz quando procuramos equilíbrio entre as coisas. Por isso, a escolha de uma coisa tão simples como um marcador pode ser um acto arbitrário uma atitude estética e ética como, no fundo, são todas as escolhas.

José Fanha

terça-feira, setembro 18, 2007

Eureka, afinal foi fácil! Vou ficar viciada nisto do blog.
Enquanto não nos voltamos a encontrar, pensem nisto:
" Ele continuará a ser um bom leitor se os adultos que o cercam alimentarem o seu entusiasmo em vez de tentarem provar a sua competência, se estimularem o seu desejo de aprender em lugar de lhe imporem a obrigação de recitar, se o acompanharem no seu esforço sem esperarem contrapartidas, se aceitarem perder noites em vez de procurarem ganhar tempo, se fizerem vibrar o presente sem acenar com a ameaça do futuro, se se recusarem a transformar em trabalho forçado o que era um prazer, se mantiverem esse prazer até se transformar em rotina, se edificarem essa rotina sobre a gratuitidade da aprendizagem cultural, e se ele próprio descobrir o prazer dessa gratuitidade." Pennac Daniel

Primeira postagem

Esta é a nossa primeira postagem. Ainda receosos cá estamos na blogoesfera!!!

"Sempre imaginei que o paraíso seria uma espécie de biblioteca."

Jorge Luís Borges