Dose de amostra
“Baptizado foi o neto, e a tarde se passou em danças e folias, com muito pão-de-ló, arroz-doce, coscorões e papas de farinha com mel.
E, de vez em quando, a velha murmurava:
Compadre, dizei:
Em chegando a hora
como escaparei?
Mas o velho bailava, bailava e só respondia:
Comei e bebei
bebei e comei,
que em chegando a hora
eu vos salvarei.
Quando o sol desapareceu nas montanhas, o velho foi então buscar uma das suas cabaças, a maior de todas, a mais redondinha e amarela, e disse à velha que se metesse lá dentro e fosse a rolar pelo caminho fora até casa, sem nunca parar.
E assim a velha foi rolando, rolando, rolando, por caminhos e ladeiras, atalhos e clareiras, quando de repente o lobo lhe saltou ao caminho, perguntando:
Ó cabaça, cabacinha
amarela, redondinha
não viste no teu caminho
uma velha mirradinha?
Tremendo, tremendo, tremendo de medo, a velha respondeu:
Não vi velha nem velhinha
não vi velha nem velhão
corre, corre, cabacinha
corre, corre, cabação.”
Excerto de “Corre, corre Cabacinha”, de Alice Vieira
Receitas de Leitura
Corre, corre Cabacinha
Composição (Sou feito de…)
Corre, corre Cabacinha é uma história tradicional portuguesa, escrita por Alice Vieira. Como tal contém umas quadras que são boas para activar a memória e a função articulatória do aparelho fonador. Recomendado para todas as idades.
Indicações (Sirvo para…)
Corre, corre Cabacinha está indicado para problemas de memória, articulação, nervos, enjoos e falta de apetite.
Precauções (Tenho de ter cuidado com…)
Esta história não deve ser unicamente lida em silêncio e a sós. Deve ser feita pelo menos uma leitura em voz alta. Esta leitura deve ser partilhada, para que a pessoa que tem os sintomas, consiga perceber se continua com os mesmos.
Posologia (Devo ser tomado…)
Deve-se tomar no mínimo duas vezes, sendo a primeira em leitura silenciosa e depois, leitura em voz alta. Recomenda-se a sua toma depois de comer refeição em família. De seguida pode ser lida para os filhos, sobrinhos, netos (crianças), quando vão para a cama. Ou então, ser partilhada no serão dos adultos, em sítio agradavelmente caloroso!
Pode ser tomado por empréstimo da Biblioteca ou de um amigo, ou através da aquisição por oferta ou compra numa livraria.
Outras apresentações (Recomendo…)
Quem lê este livro certamente poderá ler os outros da mesma colecção, todos da mesma autora, compostos de um registo fidedigno da tradição oral Portuguesa.
“Baptizado foi o neto, e a tarde se passou em danças e folias, com muito pão-de-ló, arroz-doce, coscorões e papas de farinha com mel.
E, de vez em quando, a velha murmurava:
Compadre, dizei:
Em chegando a hora
como escaparei?
Mas o velho bailava, bailava e só respondia:
Comei e bebei
bebei e comei,
que em chegando a hora
eu vos salvarei.
Quando o sol desapareceu nas montanhas, o velho foi então buscar uma das suas cabaças, a maior de todas, a mais redondinha e amarela, e disse à velha que se metesse lá dentro e fosse a rolar pelo caminho fora até casa, sem nunca parar.
E assim a velha foi rolando, rolando, rolando, por caminhos e ladeiras, atalhos e clareiras, quando de repente o lobo lhe saltou ao caminho, perguntando:
Ó cabaça, cabacinha
amarela, redondinha
não viste no teu caminho
uma velha mirradinha?
Tremendo, tremendo, tremendo de medo, a velha respondeu:
Não vi velha nem velhinha
não vi velha nem velhão
corre, corre, cabacinha
corre, corre, cabação.”
Excerto de “Corre, corre Cabacinha”, de Alice Vieira
Receitas de Leitura
Corre, corre Cabacinha
Composição (Sou feito de…)
Corre, corre Cabacinha é uma história tradicional portuguesa, escrita por Alice Vieira. Como tal contém umas quadras que são boas para activar a memória e a função articulatória do aparelho fonador. Recomendado para todas as idades.
Indicações (Sirvo para…)
Corre, corre Cabacinha está indicado para problemas de memória, articulação, nervos, enjoos e falta de apetite.
Precauções (Tenho de ter cuidado com…)
Esta história não deve ser unicamente lida em silêncio e a sós. Deve ser feita pelo menos uma leitura em voz alta. Esta leitura deve ser partilhada, para que a pessoa que tem os sintomas, consiga perceber se continua com os mesmos.
Posologia (Devo ser tomado…)
Deve-se tomar no mínimo duas vezes, sendo a primeira em leitura silenciosa e depois, leitura em voz alta. Recomenda-se a sua toma depois de comer refeição em família. De seguida pode ser lida para os filhos, sobrinhos, netos (crianças), quando vão para a cama. Ou então, ser partilhada no serão dos adultos, em sítio agradavelmente caloroso!
Pode ser tomado por empréstimo da Biblioteca ou de um amigo, ou através da aquisição por oferta ou compra numa livraria.
Outras apresentações (Recomendo…)
Quem lê este livro certamente poderá ler os outros da mesma colecção, todos da mesma autora, compostos de um registo fidedigno da tradição oral Portuguesa.
1 comentário:
Este pedaço da história transportou-me a um passado longínquo. Eu tinha 4,5 anos e passava muito tempo com os meus avós na aldeia. Que saudades! Não havia televisão (felizmente!) As noites de Inverno, longas e frias, eram passadas à volta do braseiro, onde os meus avós me ensinaram a ler, escrever (palavras simples), a contar, jogar às cartas... Também me contavam muitas histórias, entre as quais "Corre, corre cabacinha". Eu deliciava-me a ouvi-los. É tão bom recordar a infância!
Beijinhos
Anna
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